Que diferença para o Dirceu, o Abreu tem!

Se Dirceu deu mancada, Abreu também deu

A quase totalidade da mídia tradicional maranhense e parte da blogosfera, alguns sem a devida procuração, transformaram-se em defensores públicos de José Abreu, ex-chefe da Casa Civil da ex-governadora Roseana Sarney. Os mesmos, alguns também sem a devida habilitação, são auxiliares da acusação no caso do ex-chefe da Casa Civil do ex-presidente Lula, no episódio conhecido nacionalmente por Lava-Jato ou Petrolão. Mas, afinal, porque tanta diferença no tratamento? Espera aí que eu vou dizer meu bem!
João Abreu, ex-chefe da Casa Civil. Foto: Imirante
José Dirceu está preso na Operação Lava Jato por ter sido citado como envolvido no esquema de desvio de dinheiro da Petrobras. Ele nega. Ao contrário, José Abreu confessou em depoimento, conforme declaração dele mesmo e de seu advogado, ter participado de rodadas de negociação com o doleiro Alberto Yousef e seu auxiliar Marcão que culminaram com o pagamento de precatórios à Construtora Constran.

José Dirceu nega que o ex-presidente Lula teve conhecimento do Petrolão ou mesmo do Mensalão. Lula também! José Abreu disse a jornais que Roseana Sarney sabia! Segundo o delator não-premiado, toda a conversação que rendeu prejuízos da ordem de R$200 milhões aos cofres do estado era repassada para a governadora. Recentemente, o MPF concluiu que o ex-presidente Lula de forma alguma teve participação, passiva ou ativa, no Mensalão.

José Dirceu, apesar de toda a longa amizade com o ex-presidente Lula jamais recebeu uma nota pública em sua defesa. A ex-governadora Roseana Sarney saiu em solidariedade a seu ex-auxiliar.

José Dirceu foi condenado sem provas, sob os arroubos do Domínio do Fato. O autor desta teoria, o jurista alemão Claus Roxin, em seguidas entrevistas, desmentiu que sua teoria propusesse a condenação sem provas, mas que a investigação de um fato fosse ampliada para se buscar mais provas sobre a possível participação de superiores. No caso Constran, malas e malas de dinheiro para suborno atravessaram os céus do Maranhão. As negociações aconteciam no Palácio dos Leões. O Tribunal de Justiça julgou ilegal o pagamento de precatórios à Constran e a governadora sabia e jamais desmentiu o fato.

Resta saber, se a Polícia Civil do Maranhão aplicará no caso João Abreu, "J" do mesmo alfabeto de José Dirceu, a mesma Teoria do Domínio do Fato. Será?

Frederico Luiz

 
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