Para o dia 16, aos bairros operários e fábricas

O golpe agora é oficial. Iniciaram o processo de impeachment e a direita conseguiu maioria na comissão que vai avaliar o processo.

Não é mais possível negar que querem derrubar Dilma Rousseff. Agora é preciso tomar uma posição clara: ou a luta contra o golpe ou o apoio ao mesmo.

Juízes, jornalistas, artistas e outros lançaram seus manifestos contra o impeachment, apontando a sua ilegalidade e seu caráter golpista.

Para lutar contra ele, vários sindicatos, partidos como PT, PCdoB, PCO bem como a CUT, UNE, MST e outros convocaram um ato para o dia 16 de dezembro, às 17h no Masp.
Clique aqui e siga para página da Causa. Imagem: Getty Images
Esse ato é decisivo. É preciso convoca-lo amplamente. É preciso ir até os bairros operários e as fábricas, esclarecer aos trabalhadores o golpe que está em marcha e que ele significará uma política de duros ataques às condições de vida da população pobre.

Geraldo Alckmin, Beto Rica, Marconi Perillo, mostraram o que a direita quer com o golpe: aplicar uma política de ajuste muito dura contra os trabalhadores. Atacar os serviços públicos, os servidores, a educação, a saúde e todo tipo de conquistas e direitos dos trabalhadores.

O medo de que ocorram levantes como o dos professores no Paraná e dos professores e estudantes secundaristas em São Paulo, que ocuparam mais de 200 escolas contra a política de “reorganização” do governo Alckmin são a única debilidade do golpe. A mobilização operária, que tende a ser muito mais radical do que as acima citadas e muito mais prejudicial à burguesia e à direita, é a única força capaz de derrotar os golpistas, a direita e o imperialismo. Por isso, é preciso mobilizar os trabalhadores desde já, indo até os bairros e locais de trabalho convocando para o dia 16, como um primeiro passo para derrotar o golpe.

Diário da Causa Operária

 
Usamos cookies para acelerar a navegação em nossas páginas. Clique na caixa ao lado.