A longa e difícil caminhada de volta à lucidez

A necessidade de dar combate a uma mídia seletiva e escancaradamente parcial e a um governo absolutamente ilegítimo nos deixa, muitas vezes, a navegar em águas rasas da discussão de quem pegou quanto de quem e para quê.

A finalidade da política parece ficar reduzida a ver quem dentre os políticos é o “mais puro”, o mais honrado, o mais “politicamente correto”.
Tijolaço
A finalidade da política, numa visão progressista e popular – tão frequentemente, aliás, chamada por um “palavrão” que a direita não consegue definir, o de “populista”- , é criar os meios de afirmação social, econômica e de identidade nacional (porque só assim ele se reconhece semelhante) de um povo.

O resto é o jogo de poder e mando das elites é justamente por isso que quem vai além dele – mesmo tendo de jogá-lo, com as artes da política – termina sempre perseguido, insultado e visado com as balas político-midiáticas da “moral” que eles não tiveram, nem tem.

Não haverá estabilidade política para qualquer governo no Brasil se ele for produto de eleições. E só haverá legitimidade eleitoral se a disputa política não for atropelada por um processo de politização da Justiça que retire Lula do pleito.

Tudo o que se fizer fora disso está fadado a ser apenas um arremedo. E como todo arremedo, frágil.

Por frágil, assim, incapaz de tirar o Brasil da crise.

Se o empresariado e a classe média deste país fossem lúcidos e não velhacos uns e zumbi, outros, estariam rezando para Lula ser eleito.

Fernando Brito, Tijolaço

A Semana

 
Usamos cookies para acelerar a navegação em nossas páginas. Clique na caixa ao lado.