O tapa buraco da discórdia

Nem começou. Vamos concordar. Uma mini equipe e toda a pompa do prefeito e parte do secretariado no lançamento da operação na Bernardo Sayão, sexta-feira passada, virou motivo de piada na cidade. E a tal operação foi ‘iniciada’ graças ao decreto de calamidade pública, agora contestado pelo Ministério Público.

Plano do prefeito e do secretário de Infraestrutura era ampliar os ditos serviços com mais duas equipes, cujos trabalhos se encerrariam logo que o processo de licitação estivesse concluído (propostas serão abertas em 21 deste mês).

Para os entendidos das proezas da terrinha, este é o pior início de uma administração em tempos de memória política. Podemos concordar, também. Preservando, claro, alguns argumentos do prefeito, como o pouco tempo no cargo e a propalada preservação de recursos públicos, evitando tal serviço em época de chuvas intensas. Vá lá.

Ocorre que, como disse um vereador, “quem casou com a viúva que faça o supermercado”. Ou seja, no bom português, que se vire para resolver as coisas. E até que o prefeito tem se virado, sim, tem boa vontade sim, porém a equipe não ajuda. Não há, digamos, uma relação de cumplicidade (no bom sentido, evidente) de sua administração com os segmentos sociais, com as entidades, um pacto mesmo pela cidade, uma espécie de “mutirão da confiabilidade mútua”.


Capa: Edição de sexta-feira, 10 (PDF)

Estamos de tal modo paralisados que debatemos horas a respeito de uma operação tapa buracos, um serviço que deveria ser rotineiro, entrando ou saindo governo. Estamos, parece, tratando de assunto do tempo das cavernas, enquanto o tempo nos espera sair da letargia.

Os relevantes temas, infelizmente, são recadinhos pregados na porta da geladeira.

Tirando o aborrecimento, os gritos e a luta de militantes sociais e vereadores, clamando aos céus pela saúde da cidade, tem encontrado pouco eco. É um mistério, é tudo muito burocratizado, judicializado, e as pessoas morrendo, piorando, enfim...

Vamos, entretanto, seguir. Seguir acreditando na boa vontade do prefeito. Porém, uma constatação óbvia e pública: a equipe do prefeito (ou parte dela, pelo menos) perdeu a credibilidade. Assim fica difícil administrar.

Defesa
Surpresa. Assim o vereador Zesiel Ribeiro reagiu em nota ao tomar conhecimento de informação sobre supostas irregularidades detectadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) em suas prestações de contas quando de sua gestão à frente da Secretaria Municipal de Educação no governo Madeira.

Diz o vereador que “todos os atos (...) foram, rigorosamente, auditados e executados em conformidade com a lei”.

Esclarece que as ocorrências relatadas pelo TCE foram prontamente respondidas, “com a apresentação de informações e documentos necessários”.

Afirma ainda que, no momento adequado, “saberei me defender”.

 
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