Estrela Graúda alumia Centro Rosa Luxemburgo

Um grupo de mulheres e homens ao criar o Centro Cultural “Rosa Luxemburgo”, manifesta sua disposição em seguir firme na defesa dos elementares Direitos Humanos previstos na Constituição Federal, os quais tem na arte e cultura, em todas as suas linguagens e diversidade, sua síntese, simbolizadas na dignidade que todas as pessoas merecem ter.

O Centro Cultural “Rosa Luxemburgo” nasce da resistência cultural popular, que se dispõe a propagar seus valores, usando a arte e a cultura como combustível para a emancipação e libertação de nossos irmãos, filhos e filhas, principais vítimas da indústria cultural e da mídia, que de todas as formas tentam criminalizar os mais pobres e os movimentos que ousam lutar pelo acesso aos serviços e bens públicos que, apesar de ser um direito, insistem em nos negar. Quantos dos nossos se perderam no caminho, sejam pegando atalhos ou sendo vítimas de alguma forma de violência, a maioria praticada pelo próprio Estado.

E ao lançar os Cadernos da Música Brasileira, prestamos a mais do que justa homenagem aos nossos artistas populares, que muito lutaram pelo engrandecimento de nossa cultura popular, entendida como aquela que busca nas nossas raízes o seu veio condutor, e que dialoga e busca à apropriação nacional das conquistas espirituais universalizadas pela civilização humana.



Neste Caderno reverenciamos a obra de João do Vale, artista popular, de Pedreiras, no Maranhão, que consideramos um Poeta do Povo, um artista que ao mesmo tempo que foi ligado às sínteses nacionais-populares locais e regionais, preservou e desenvolveu a herança multilateral das singularidades, e dialoga com a universalidade.

Ananindeua, Maio de 2017




Música: Estrela Miúda.
Composição: João do Vale e Luiz Vieira.
Interpretação: Santana - O Cantador.
CD: Forró: A Arte do abraço.


Estrela Miúda:
Estrela miúda que alumeia o mar
Alumeá terra e mar
Pra meu bem vir me buscar
Há mais de um mês que ela não
Que ela não vem me olhar

A garça perdeu a pena
Ao passar no igarapé
Eu também perdi meu lenço
Atrás de quem não me quer

Estrela miúda que alumeia o mar
Alumeá terra e mar
Pra meu bem vir me buscar
Há mais de um mês que ela não
Que ela não vem me olhar

A onda quebrou na praia
E voltou correndo ao mar
Meu amor foi como a onda
Não voltou pra me beijar


Redação

 
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