Números de nova pesquisa com Lula à frente, de novo

Datafolha diz que PT cresceu. Logo, Lula terá mais, amanhã


Não sou petista, como sabem, e portanto retire-se das minhas observações qualquer sentido laudatório ao partido, embora também nunca tenha entrado nesta “onda” de dizer que “o PT já passou” e que deve ser jogado fora enquanto inventamos alguma coisa.

O que me ocupa, portanto, na análise dos números recém-publicados pela Folha, resultado da pesquisa que, desde ontem, está divulgando, é o reflexo que têm os dados sobre preferência partidária na preferência eleitoral do brasileiro em 2018.

O PT, vê-se lá, tem a preferência de 18% dos entrevistados, quase o quádruplo de PSDB e PMDB, como 5% cada. Há um mês e meio, no levantamento anterior, eram 15%. Em dezembro do ano passado, 9%

Com evidente proporcionalidade, Lula tinha 25% em dezembro e 30% em maio. É de se esperar, portanto, mantida esta relação partido-candidato, um novo crescimento nos números que o Datafolha publica, provavelmente, amanhã. Surpresa seria se aparecessem números que digam que o PT cresceu e Lula, não.

Cristalizada a intenção de votos em Lula em algo perto de um terço dos eleitores, a violência que se pretende com sentenças que inviabilizem sua candidatura deve ser entendida pelos que a pretendem como uma agressão de extraordinária dimensão ao direito dos brasileiros de escolherem seu presidente.

Não é como cassar um candidato com 5 ou 10% de intenções de votos, o que geraria muxoxos e frustrações, mas não revolta.

É pouco provável que a divulgação de uma condenação de Sérgio Moro vá abalar a imagem de Lula. Ao contrário, vai vitimizá-lo e potencializar seu crescimento.

Ao contrário, todos já devem estar assistindo, como ao final do ano passado, nas eleições, a conversa de uma “alternativa de esquerda” a Lula, para enganar os bobos, autocentrados e incapazes de valorizar o sentimento do povão como elemento essencial de qualquer projeto eleitoral.

Política se faz com realidade. “Superioridade moral” a gente deixa para os fanáticos da Lava Jato.

Fernando Brito, Tijolaço

Números divulgados confirmam previsão do Tijolaço

As eleições presidenciais de 2018 estão cada vez mais próximas e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve concorrer no pleito pelo Partido dos Trabalhadores (PT), tem muito o que comemorar com o resultado do novo levantamento feito pelo DataPoder360.

A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 19 de junho, ouviu 2.096 pessoas, maiores de 16 anos , em 217 cidades brasileiras. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Vantagem
Na última pesquisa, divulgada em maio, o petista aparecia na liderança com 25% das intenções de votos. Jair Bolsonaro (PSC-RJ) era o segundo colocado, próximo de #Lula, com 21%.

No levantamento de junho, porém, a situação ficou bem mais favorável ao homem que governou o Brasil entre 2003 e 2010 e é réu em cinco processos – três deles da Operação Lava Jato.

Lula cresceu dois pontos percentuais e foi de 25% para 27%. No último mês, Lula andou um pouco ausente dos noticiários depois da grande exposição na semana em que depôs ao juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, no caso do Tríplex do Guarujá, no início de maio.

Jair Bolsonaro caiu sete pontos e saiu dos 21% de intenção de votos para apenas 14%. A queda do parlamentar foi bastante acentuada, mas mesmo assim ele continua na segunda posição.

O terceiro lugar é ocupado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que conta com 7% da intenção de votos – na última pesquisa ele havia aparecido com apenas 4%.

Marina Silva (Rede), a exemplo de Bolsonaro, também caiu no período de um mês. A ex-senador saiu de 7% e foi para 5% das intenções de votos se as eleições presidenciais de 2018 fossem hoje.

Ciro Gomes (PDT) é o que tem os resultados mais equilibrados. O ex-governador do Ceará aparecia com 5% em abril, continuou com a mesma porcentagem em maio e a repetiu mais uma vez em junho.

No segundo cenário, em que o prefeito de São Paulo, João Dória, é o candidato do PSDB, Lula permanece na liderança com 27%, mesmo índice que apresentou na pesquisa anterior.

Bolsonaro e Doria caíram. O deputado federal tinha 17% em maio e agora tem 15%. O prefeito de São Paulo aparecia com 13% e agora tem 11%. Sem dúvida nenhuma, em um período no qual Lula pode ser condenado por Sergio Moro a qualquer momento, esta pesquisa deixa todos os petistas felizes.

A esperança é de que, mesmo que o ex-presidente seja condenado em primeira instância, o julgamento da segunda instância não seja marcado para antes das eleições de 2018 e Lula possa concorrer ao pleito.

Caso isso aconteça, os adversários sabem que enfrentarão um candidato com reais chances de vencer a disputa e retornar ao comando da nação pela terceira vez.

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