Sim, eu posso! Santana do Maranhão realiza aula inaugural

Uma caminhada pelas ruas da cidade de Santana do Maranhão, na região do Baixo Parnaíba, anunciou ao município, na noite de quarta-feira (23), o início da segunda fase da Jornada de Alfabetização ‘Sim, Eu Posso’, programa do Governo do Maranhão, que integra o plano de iniciativas para o desenvolvimento dos 30 municípios com menor índice de desenvolvimento humano - o Mais IDH.

A aula inaugural, realizada na porta da igreja católica da cidade, contou com a presença dos alfabetizadores, alunos, representantes das secretarias estaduais dos Direitos Humanos e de Educação, da Prefeitura de Santana, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e da coordenação do 'Sim, eu posso', que tem a meta de erradicar o analfabetismo local.

“Este programa é um dos desafios do Mais IDH voltado para o eixo da Educação e que trata do direito de pessoas que não puderam seguir nos estudos. O compromisso do governo é ajudar a dar este primeiro passo e se você acredita que é capaz, vai conseguir. Quando a pessoa aprende a ler e escrever ela ganha também cidadania, dignidade e respeito”, falou o secretário-adjunto de Promoção do Mais IDH, Bruno Lacerda.

Nesta etapa do programa, mais de 20 mil maranhenses, em 15 municípios do Mais IDH, serão contemplados com a jornada de alfabetização que chega aos municípios e povoados e que conta com a parceria do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Fundação Sousândrade, entre outras instituições. Em Santana do Maranhão estão matriculados 1.162 alunos, distribuídos em 87 turmas, com pessoas de diferentes idades, expectativas e experiências de vida, como é o caso do trabalhador rural José Airton, de 48 anos. “Parei de estudar muito cedo para trabalhar na roça e eu queria recordar os estudos para aprender a ler e somar os números, tô confiando que vai dar certo”, disse José.

Metodologia cubana

A mudança proporcionada pelo acesso à educação também promove nos alunos a vontade e consciência política de acesso a direitos sociais que historicamente foram negados a muitos maranhenses. Na metodologia aplicada no 'Sim, Eu Posso', os alunos participam ao longo de duas etapas de formação, ao longo de 8 meses. As aulas podem acontecer em escolas formais ou em espaços alternativos que sejam mais próximos da casa dos alfabetizandos.

A primeira parte é direcionada para produção textual de leitura e escrita e todos saem escrevendo cartas, resgatando memórias e histórias de vida. No segundo momento são realizados os ‘círculos de cultura’, nos quais os alunos trocam experiências e promovem oficinas com temas vinculados à realidade social e cultural da comunidade onde vivem, como explica Jane Andrea Cabral e Silva, coordenadora municipal do programa e militante do MST há 18 anos.

“O método de alfabetização popular do programa tem características que valorizam as informações históricas e geográficas do alunos como forma de afirmar a identidade latino-americana, com objetivo de ir além da leitura e escrita, mas ser uma leitura de mundo, de conscientização política para que eles adquiriam autonomia e consciência política para mudar a realidade onde vivem”, explicou Jane Silva.

O método de alfabetização criado pela cubana Leonela Inês Relyz Dias já foi implantado em 36 países, segundo informações da coordenadora municipal do “Sim, Eu Posso”, e em 2004 alfabetizou milhares de pessoas e assentamentos rurais.

Em 2015, o Governo do Ceará apostou na metodologia e o Maranhão tornou a proposta um projeto de governo que tem se tornado referência para outros estados. “A institucionalidade do programa no Maranhão despertou o interesse de outros governos. Minas Gerais e Alagoas já estão incluindo a proposta deste programa de alfabetização na pasta de seus governos”, destacou Jane.

Mais IDH Sim, Eu Posso! é só uma das ações do governo nas cidades mais pobres do estado, para o qual foram investidos R$ 27.486.051,05, somados os recursos aplicados nas duas etapas do programa.

Por meio do Plano Mais IDH, investimentos começam a chegar a lugares antes esquecidos pelo poder público. São esforços em educação, serviços de saúde, cidadania, saneamento básico, segurança alimentar e desenvolvimento da produção agrícola, entre outros.

Em sua primeira etapa, o Sim, Eu Posso! esteve nas cidades de Aldeias Altas, Água Doce do Maranhão, Governador Newton Bello, Itaipava do Grajaú, Jenipapo dos Vieiras, Santana do Maranhão, São João do Carú e São Raimundo do Doca Bezerra.

Neste segundo ciclo, o programa estará presente em Jenipapo dos Vieiras, Itaipava do Grajaú, Aldeias Altas, Água Doce do Maranhão, Governador Newton Bello, Santana do Maranhão, São João do Carú, São Raimundo do Doca Bezerra, Lagoa Grande do Maranhão, São Roberto, Afonso Cunha, Marajá do Sena, Santa Filomena do Maranhão, Milagres do Maranhão e Belágua.

Agência de Notícias Maranhão


 
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